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Decisão de juros no Brasil e EUA e dados fracos da indústria na China marcam o dia | Bolsas e índices


A quarta-feira (01) que marca o começo de novembro vem com duas das divulgações mais importantes para os indicadores nos últimos tempos: a decisão monetária no Brasil e nos Estaos Unidos. Apesar de as apostas já estarem na mesa, os últimos dias adicionaram uma pitada de incerteza e os comunicados são o que chama a atenção dos agentes financeiros. Além disso, um indicador de atividade industrial da China mostrou que o setor teve contração em outubro e pode trazer mau humor para o mercado. A agenda do dia ainda conta com dados de emprego nos Estados Unidos, além da produção industrial no Brasil.

Por aqui, as apostas para a Selic são de que a taxa básica de juros sofra um corte de 0,5 ponto percentual e passe a 12,25% ao ano. Recentemente, porém, com as falas do presidente Lula desacreditando a meta de zerar o déficit primário em 2024, o mercado passou a adotar um pouco mais de cautela. Isso porque as declarações trouxeram uma dose a mais de incerteza ao contexto que será analisado pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Apesar de acreditarem que a magnitude do corte desta reunião já está dada, analistas acreditam que o comunicado pode trazer alguma pista sobre a trajetória da Selic nas reuniões seguintes.

Nos Estados Unidos, as apostas ainda se dividem. Mas a maioria dos analistas acreditam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manterá as taxas inalteradas na faixa de 5,25% a 5,50% desta vez e que um novo aumento aconteça em dezembro. A decisão é anunciada às 15h de Brasília.

As apostas em uma nova alta no futuro são baseadas nos dados econômicos do país, que continuam mostrando uma resiliência da economia que pode se reverter em mais pressão inflacionária.

Hoje pela manhã, há a divulgação do relatório Jolts (‘Job Openings and Labor Turnover Survey’) de emprego por lá, uma espécie de “Caged” da economia norte-americana. E caso ele mostre força, isso pode aumentar as apostas de novas altas nos juros.

Embora pareça contraditório dizer que dados fortes de emprego seja uma má notícia, na atual conjuntura, é isso que tem acontecido nos EUA. Quando o mercado de trabalho está aquecido, significa que existe demanda de mão de obra por parte das empresas. E se as empresas estão buscando trabalhadores, elas tendem a aumentar o salário nominal para atrair esses novos funcionários. O resultado disso é mais inflação, justamente o que o Fed quer conter.

Além do relatório Jolts, divulgado às 9h de Brasília, há também a divulgação dos dados da produção industrial de setembro por aqui.

Por falar em indústria, um indicador privado da atividade industrial da China mostrou que o setor entrou em contração em outubro, apesar dos recentes esforços do governo para apoiar o crescimento. O índice de gerentes de compras (PMI) Caixin do setor industrial caiu para 49,5 em outubro, após registrar 50,6 pontos em setembro. Quando o indicador vem abaixo de 50 significa que há contração da atividade.

Portanto, os números podem trazer mau humor para o mercado de hoje e afetar especialmente algumas commodities, tendo em vista que com a indústria enfraquecida na China, a demanda por elas pode diminuir.

Brasil e EUA — Foto: GettyImages
Brasil e EUA — Foto: GettyImages



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