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CVC avança 24% após pedido de recuperação judicial da 123 milhas- Forbes


Nesta quarta-feira (30), o Ibovespa caiu 0,73% e fechou a 117.535,10 pontos, totalizando um volume financeiro de R$ 16,55 bilhões. O mercado recuou em meio à divulgação de detalhes do Orçamento de 2024, que prevê aumento de R$ 129 bilhões na despesa primária em relação a 2023.

No Brasil, o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), um dos principais indicadores da inflação, desacelerou a queda a 0,14% em agosto, após recuo de 0,72% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (30).

Os dados do IGP-M foram divulgados após a leitura do IPCA-15 mais alta do que o esperado da semana passada ter indicado que a inflação brasileira já atingiu seu ponto mais baixo do ano, como era esperado. O resultado levou o índice a mostrar queda de 7,20% em 12 meses, menos intensa que o recuo de 7,72% acumulado no ano findo em julho.

Destaques do dia

Liderando as altas, a CVC (CVCB3) subiu 23,98% a R$ 2,74, depois que a 123 milhas, concorrente no setor de viagens, protocolou nesta terça-feira (29) um pedido de recuperação judicial, poucos dias após anunciar cancelamento das emissões de algumas passagens e determinados pacotes, citando a “persistência de fatores econômicos e de mercado adversos”.

Segundo Alexsandro Nishimura, economista da Nomos: “a CVC teve uma extensão da alta de terça-feira (30), quando a 123 milhas entrou com um pedido de recuperação judicial, que gerou uma perda de credibilidade. Assim, a CVC recebeu esse fluxo que sobrava no mercado”.

Na ponta negativa, os papéis da Via (VIIA3) e da IRB Brasil (IRBR3) caíram, respectivamente, 7,64% a R$ 1,33 e 5,20% a R$ 45,04.

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No exterior

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street subiram depois de novos dados econômicos indicarem arrefecimento da economia norte-americana, mantendo vivas as expectativas de que o Federal Reserve possa pausar os aumentos dos juros em setembro.

O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu a um ritmo anualizado de 2,1% no último trimestre, mostraram os dados da segunda estimativa para o período de abril a junho. Esse valor foi revisado para baixo em relação ao ritmo de 2,4% informado no mês passado. Segundo Antonio Sanches, analista da Rico: “apesar de parecer contraditório, um freio na economia pode indicar a efetividade dos juros mais altos para controlar a inflação”.

(Com Reuters)

Confira algumas empresas em recuperação judicial da bolsa



  • Foto: Americanas/Divulgação

    Americanas (AMER3):

    No dia 11 de janeiro deste ano, foram identificadas inconsistências em lançamentos contábeis no valor de R$ 20 bilhões, levando ao pedido de Recuperação Judicial da Companhia.


  • Tom Werner/Getty Images

    Atma Participações (ATMP3):

    Em abril deste ano, a ATMA Participações e suas subsidiárias, Contax e Elfe Operação e Manutenção, entraram com o pedido de recuperação judicial. O plano contempla mais de 39 mil credores, com créditos totalizando R$ 1,4 bilhão.


  • Divulgação/Bardella

    Bardella (BDLL3, BDLL4):

    Em julho de 2019, a fabricante de equipamentos industriais Bardella solicitou recuperação judicial, com dívidas totalizando R$ 387 milhões.


  • Divulgação/ Eternit

    Eternit (ETER3):

    Em 2018, a Eternit, produtora de materiais de construção, entrou com pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 229 milhões.


  • Divulgação/ Hotéis Othon

    Hotéis Othon (HOOT4):

    A tradicional rede de hotéis Hotéis Othon solicitou recuperação judicial após o fechamento de duas unidades em 2018, com endividamento de R$ 333 milhões na época.


  • Sornranison Prakittrakoon/Getty Images

    João Fortes Engenharia (JFEN3):

    A João Fortes Engenharia pediu recuperação judicial em maio de 2020, com uma dívida de R$ 1,3 bilhão.


  • Divulgação/Light

    Light (LIGT3):

    Em 12 de maio deste ano, a holding controladora da Light Serviços de Eletricidade e Light Energia entrou com pedido de recuperação judicial, com dívidas totais de R$ 11 bilhões.


  • Vitor Castro/Divulgação

    Nexpe Participações (NEXP3):

    A Nexpe Participações, anteriormente conhecida como BR Brokers, entrou em recuperação judicial em fevereiro deste ano, com uma dívida total de R$ 94,2 milhões.


  • Divulgação/Oi

    Oi (OIBR3, OIBR4):

    A Oi solicitou seu primeiro pedido de recuperação judicial em 2016, e o segundo foi aprovado pela Justiça em março deste ano. No novo pedido, a operadora declarou dívidas de R$ 43,7 bilhões.


  • Divulgação/Paranapanema

    Paranapanema (PMAM3):

    A Paranapanema teve seu pedido de recuperação judicial aceito em dezembro do ano passado, com dívidas totalizando R$ 450 milhões.


  • Justin Paget/Getty Images

    Renova Energia (RNEW3, RNEW4, RNEW11):

    A Renova Energia, empresa de geração limpa com a estatal mineira Cemig (CMIG4) entre seus controladores, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro de 2019. O pedido incluía obrigações totais de R$ 3,1 bilhões, incluindo uma dívida de R$ 1 bilhão com o BNDES.


  • Maremagnum/Getty Images

    Rossi Residencial (RSID3):

    A incorporadora Rossi Residencial solicitou recuperação judicial em setembro do ano passado, com uma dívida de R$ 1,232 bilhão.


  • Divulgação

    Saraiva Livreiros (SLED3, SLED4):

    A livraria Saraiva pediu recuperação judicial em novembro de 2018, com dívidas totalizando R$ 667 milhões.

Foto: Americanas/Divulgação

Americanas (AMER3):

No dia 11 de janeiro deste ano, foram identificadas inconsistências em lançamentos contábeis no valor de R$ 20 bilhões, levando ao pedido de Recuperação Judicial da Companhia.





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